quarta-feira, 20 de junho de 2012

PENSAMOS ...



Pensamos às vezes que não restou um só dragão. Não há mais qualquer bravo cavaleiro, nem uma única princesa a planar por florestas secretas, encantando cervos e borboletas com seu sorriso.
Pensamos às vezes que a nossa era está além das fronteiras, além das aventuras. Que o destino já passou do horizonte, as sombras reluzentes já desfilaram há muito tempo e se foram para sempre.
É um prazer estar enganado. Princesas e cavaleiros, encantamentos e dragões, mistério e aventuras... não apenas existem aqui e agora, mas também continuam a ser tudo o que já existiu neste mundo!
Em nosso século, mudaram de roupagem, como não podia deixar de ser. Os dragões ostentam hoje a vestimenta do governo, o terno do fracasso e a túnica do desastre. Os demônios da sociedade guincham, turbilhonam sobre nós, se nos atrevemos a virar à direita em esquinas em que nos mandaram virar à esquerda. As aparências se tornam tão insidiosas que princesas e cavaleiros podem se esconder uns dos outros, podem se esconder até de si mesmos.Contudo, os mestres da realidade ainda nos encontram em sonhos para dizer que nunca perdemos o escudo de que precisamos contra os dragões, que uma descarga de fogo azul nos envolve agora, a fim de que possamos mudar o mundo como desejamos. A intuição sussurra a verdade: não somos poeira, somos magia!

___________  Richard Bach - "A Ponte Para o Sempre"

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O ÚLTIMO SUSPIRO É O DA MÃO

Os doentes terminais ficam com o punho fechado, preocupados com a próxima pontada, controlando o retorno do soluço, antecipando o lugar dos tremores.


Não abrem a mão, fincam as unhas na palma, podem se machucar e rasurar as linhas do destino.


Estão concentrados em seu próprio sofrimento, atentos ao som como uma noite sem estrelas.


As enfermeiras criaram um truque para aliviar a dor: colocam entre os dedos dos pacientes uma luva com água morna dentro.


É um faz-de-conta. É como se um familiar segurasse a mão deles naquele momento de angústia.


Os doentes se tranquilizam, se acalmam, e o braço se solta para a janela.


Na despedida, dependemos somente de uma mão segurando a nossa. Tolos ou gênios. Toscos ou eruditos. Todos somente procuram o corrimão de uma amizade. O corrimão de um parente para descer os degraus da morte, suportar a penumbra e não cair desmemoriado nas lembranças.


O último suspiro é o da mão, não da boca. O poeta Goethe não disse 'Licht! Licht! (Luz! Mais Luz!) em sua derradeira exclamação. Foi um lamento prosaico, comum, destinado a sua neta Ottilie: "Me dá sua mão".


A mão de quem a gente ama é a nossa luva. Mas com sangue quente a encurtar os batimentos cardíacos espaçados pelo fim.


A mesma mão de sempre e tão nova.


A mão materna na hora de atravessar a rua. A mão paterna mexendo de orgulho nossos cabelos. A mão da caligrafia dos cadernos, com a cabeça inclinada na mesa. A mão brincando com o graveto na boca do cachorro. A mão boba no cinema. A mão para levantar o véu branco da esposa. A mão ansiosa a segurar o primeiro passo do filho.


A mão assustada de ternura. Ossuda, magra, com as veias azuis pedindo passagem. Envelhecida, absolutamente carente, que vai acenar de verdade apertando outra mão.


[Fabrício Carpinejar]

domingo, 12 de junho de 2011

Quando Formos Velhinhos..♥



Um dia, quando já formos velhinhos,
com a ternura da vida, por companhia,
hei de levar-te, no frescor da manhã,
as rosas mais bonitas para te ofertar.

Teu primeiro gesto, depois do agrado,
será um leve rubor em todo teu rosto
com as palavras a fugirem-te sem ter
querer, e, um longo beijo, então selamos.

Com toda a cortesia pede-me pra vir
para dentro de casa, e, bem juntinhos,
um doce aroma toma conta do recinto,
com cheiro de bolinhos acabados de fazer.

Com a perícia de uma cozinheira, abres
o forno, e, minha vista, perde-se entre
as guloseimas, aguçando meus sentidos,
enquanto preparo as xícaras, com o café.

Bambinelas coloridas, abertas as janelas,
em silêncio tomamos o pequeno almoço,
podendo ver ao longe, animais pastando,
no fundo tudo o que desejamos para nós.


(Jorge Humberto)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

2009 É O ANO DA REFORMA ORTOGRÁFICA


Em casos como AUTOESTIMA o hífen cai. A sua que não pode cair.

Em algumas palavras, o acento desaparece, como em FEIURA. Aliás, poderia desaparecer a palavra toda.

O acento também cai em IDEIA, só que dela a gente precisa. E muito!

O trema sumiu em todas as palavras, como em INCONSEQUÊNCIA, que também poderia sumir do mapa. Assim, a gente ia viver com mais TRANQUILIDADE.

Mas nem tudo vai mudar. ABRAÇO continua igual. E quanto mais apertado, melhor.

AMIZADE ainda é com “Z”, como VIZINHO, FUTEBOLZINHO, BARZINHO.

Expressões como “EU TE AMO”, continuam precisando de ponto. Se for de exclamação, é PAIXÃO, que continua com “X”, como ABACAXI, que gostando ou não, a gente ainda vai ter alguns para descascar.

SOLITÁRIO ainda tem acento, como SOLIDÁRIO, que muda só uma letra, mas faz uma enorme diferença.

CONSCIÊNCIA ainda é com SC, como SANTA CATARINA, que precisa tocar a VIDA para frente.

E por falar em VIDA , bom essa muda o tempo todo, e é por isso que emociona tanto!


sexta-feira, 20 de maio de 2011


20 de maio: Dia do Pedagogo
Assim, Parabéns a todos os Pedagogos e alunos do Curso de Pedagogia.

A Pedagogia tem como símbolo a coruja, e não é por menos, afinal a coruja é, em geral, um símbolo de inteligência. Esse conceito vem também da Grécia antiga. A coruja era o símbolo da deusa Atena, que era protetora da cidade de Atenas. Essa deusa era uma guerreira, protetora, era sábia e também batalhadora e essas características de Atena são representadas pela coruja.

Ser Pedagogo...Tão importante quanto o que se ensina e se aprende é como se ensina e como se aprende. O mais importante são as pessoas e por isso precisamos, como pedagogos, educadores, tocar seus corações. Lembrando que ao escolher uma profissão, escolhemos o nosso futuro.

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” [Cora Coralina]

terça-feira, 10 de maio de 2011

“Filhos melhor não tê-los, mas se não tê-los como sabê-los”. A famosa frase do poeta maior Vinícius de Moraes é de indescritível beleza, e reflete com profundidade a alegria de se ter filhos à nossa volta. QUE DELÍCIA SER MÃE!!!!!!!

Pensando, no entanto, sob o ponto de vista puramente financeiro, que é prático e nada poético, eu diria que, em se tratando de ter filhos, o melhor “é sabê-los antes de tê-los”...filho, então, acredite, tudo muda. Nunca mais o casal será 'dois', haverá sempre uma outra pessoinha, alterando decisões, criando preocupações e nos remetendo constantemente ao futuro. Calma, não desista! Sem eles não seríamos Mãe!!!!

Meus filhos cresceram!
Contestação, desobediência, independência, falta de notícias, desespero, insônia… Li, sobre esta fase, que adolescer (etmologicamente, doer, adoecer) é um processo natural, doloroso, é verdade, mas faz parte da vida. O problema é que nós, adultos pais, adoecemos juntos com eles! O coração fica apertado quando eles se afastam de nosso colo...

“Filhos . . . Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos, Como sabê-lo? Noites de insônia, Cãs prematuras, Prantos convulsos , Meu Deus, salvai-o! Porém, que coisa louca, Que coisa linda, Que os filhos são! ” Já dizia Vinícius… Ele sabia das coisas. Eu ainda não…assim, bem simples e "didático"...Beijos meus pra vocês, MÃEZONAS que são!!!! :)))

domingo, 1 de maio de 2011


"Feliz daquele que tem o caminho enfeitado com flores, mas mais feliz ainda é aquele que sabe como e onde plantar as flores! Desejo flores no caminho de cada um! Perfumando seus dias ensolarados e suas noites estreladas". [Cáh Brasileiro]