terça-feira, 26 de abril de 2011
LUTO pelo meu amado sobrinho: TIAGO MARTINS DAVID, que ele encontre a luz e possa descansar em paz.
-Santo Agostinho-
A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.
Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.
A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?
Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
“Ressuscitei e estou convosco para sempre”.
Jesus venceu a morte e está vivo.
A Páscoa é o triunfo da vida, por isso este tempo santo expressa o drama mais profundo da realidade humana, a luta permanente da vida, que consegue reverter a dinâmica da morte. A Páscoa celebra o triunfo da vida sobre a morte, no momento em que a vida parece sucumbir e a morte parece vencer. A Ressurreição de Cristo nos garante que Deus assumiu a causa da vida.
A Páscoa não é apenas um dia especial do ano, mas um processo dinâmico, contínuo e permanente dentro de nós. Todos os dias, o cristão celebra a Páscoa, quando combate o homem velho do pecado, para se revestir do homem novo, em Cristo. Assim, todo Domingo, revivendo os mistérios pascais na celebração da Eucaristia, deve ser o momento forte da vivência dessa Páscoa, que parece não ter fim.
Vivendo a realidade da presença permanente de Cristo em nosso meio, deixemo-nos iluminar pela luz fulgurante deste dia solene. Com sincera confiança, abramo-nos ao Cristo ressuscitado, para que a sua vitória sobre o mal e sobre a morte triunfe também em cada um de nós, nas nossas famílias, nas nossas cidades e em nossa Pátria. Que as alegrias pascais iluminem todos os dias de nossas vidas.
Aleluia! Feliz Páscoa, porque Cristo ressuscitou verdadeiramente! Aleluia!
Páscoa! Passagem! Vida nova que fortalece a nossa caminhada e nos faz aptos a anunciar o Reino. Como os discípulos, saibamos acolher o momento da graça,. com muita alegria, esperança e muita paz.
É Páscoa! Festa da Passagem! Que o Deus Ressucitado nos possibilite fazer passagens, construindo caminhos!!!
Que o coelhinho lhe traga muitos mais que simples ovos de chocolate, que traga muita saúde, amor, felicidade, compreensão e carinho!
FELIZ PÁSCOA!!!!
Com meus agradecimentos e retribuição de uma Feliz e Santa Páscoa, pra todos nós.
Beijos meus,com carinho,Carol
segunda-feira, 11 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
| Notas sobre Carolina (Análise literária) Por Adélia Bezerra de Meneses | |
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| Finalmente, em Carolina, o poeta tenta retirar a amada do estado de tristeza e dor, sacudindo-a da melancolia através de um convite para dançar, mas seus esforços são vãos: Fonte: Desenho mágico, Adélia Bezerra de Meneses, Editora Hucitec, 1982 | |
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Uma reflexão sobre a velhice
OBrasil está envelhecendo. Uma boa razão para começarmos a nos aproximar do tema é a mudança de relação com nossos membros da Terceira Idade. Antes marginais, eles hoje são a espécie mais comum de cidadãos. O idoso e a idosa em boa forma, sábios e experientes, cada vez mais fazem parte da publicidade: oferecem máquinas de lavar, passeios turísticos, seguros de vida e outros produtos. A medicina se debruça sobre os problemas específicos dessa clientela, os economistas se inquietam frente ao aumento de aposentadorias e os demógrafos se desolam com uma pirâmide de idades invertida - mais velhos, menos jovens - que aponta, a médio prazo, para um Brasil cheio de rugas. O Estado também vai tomando consciência da amplitude da situação e, com a lentidão habitual, vai começando a pensar nela. E os historiadores também.
Um deles, George Minois, fez um estudo interessante sobre os idosos na sociedade inca, do Peru. Ele descobriu informações interessantes, que aqui reproduzo. O Estado inca, que funcionava como espécie de grande família do chefe inca, procurou atribuir um papel preciso aos idosos. Sociedade extremamente organizada, cada um tinha o seu papel, como as formigas num formigueiro. Antes do século 12, os indígenas matavam e comiam os velhos. Mas a partir da conquista do chefe Manco Capac, no século 12, uma nova organização foi estabelecida, oferecendo aos idosos toda a segurança. Recenseados a cada cinco anos, eles eram repartidos por idade: dos 50 aos 70, dos 70 aos 80 e mais, demonstrando que a longevidade era normal. Havia a classe dos que "andavam com facilidade", dos "desdentados" e dos que só queriam comer e dormir. Registros da igreja católica, em certos vilarejos, a partir de 1840, comprovam que existia uma forte proporção de centenários que fumavam, bebiam e tinham uma surpreendente atividade sexual.
Numa sociedade sem escrita, os idosos tinham o papel de arquivos vivos. Eram conselheiros de soberanos e cada tribo enviava ao chefe inca um conselho informal, a fim de guiá-lo nas suas decisões. As mulheres idosas tinham o papel de médicas, enfermeiras e parteiras. Eram também sacerdotisas no tempo do Sol, em Cuzco. Os idosos do povo eram cuidados pela comunidade. Os lavradores trabalhavam suas terras gratuitamente e lhes levavam alimentos. Recebiam também grãos dos armazéns do chefe inca. Um tributo especial, na forma de corveia - ou seja, de trabalho obrigatório -, consistia em fabricar roupas e sapatos para os idosos. Que estavam também livres de pagar impostos a partir dos 50 anos. Uma sociedade assim foi apresentada como utópica aos europeus, tendo um efeito importante na imaginação dos homens e mulheres entre os séculos 16 e 18. Nela, cada um tinha um papel que era exercido em benefício da comunidade. Não é a toa que os europeus acreditavam que a flor da juventude, aquela mesma que Deus teria plantado no paraíso terrestre, se esconderia nas montanhas andinas. Exatamente entre o Peru e o Equador.
Mary Del Priore é historiadora
Suplemento Feminino do Estadão do dia 11 de julho/2009

