"Você não sabe
O quanto eu caminhei
Pra chegar até aqui.
Percorri milhas e milhas.
Eu nem cochilei...
Os mais belos montes
Escalei.
A vida ensina
E o tempo traz o tom
Pra nascer uma canção.
Com a fé do dia a dia
Encontro a solução...
Quero acordar de manhã
E aturar qualquer babado...
E sorrindo.
É tudo que eu quero pra mim!"
quinta-feira, 21 de março de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Passei por aqui...
Apenas sendo natural e acontecendo, com força e vontade.
Naturalmente como a vida deve ser.
E que seja naturalmente leve e feliz. Sempre!
Prometo não esquecer de aqui voltar... beijos meus e até!
Naturalmente como a vida deve ser.
E que seja naturalmente leve e feliz. Sempre!
Prometo não esquecer de aqui voltar... beijos meus e até!
quarta-feira, 20 de junho de 2012
PENSAMOS ...
Pensamos às vezes que não restou um só dragão. Não há mais qualquer bravo cavaleiro, nem uma única princesa a planar por florestas secretas, encantando cervos e borboletas com seu sorriso.
Pensamos às vezes que a nossa era está além das fronteiras, além das aventuras. Que o destino já passou do horizonte, as sombras reluzentes já desfilaram há muito tempo e se foram para sempre.
É um prazer estar enganado. Princesas e cavaleiros, encantamentos e dragões, mistério e aventuras... não apenas existem aqui e agora, mas também continuam a ser tudo o que já existiu neste mundo!
Em nosso século, mudaram de roupagem, como não podia deixar de ser. Os dragões ostentam hoje a vestimenta do governo, o terno do fracasso e a túnica do desastre. Os demônios da sociedade guincham, turbilhonam sobre nós, se nos atrevemos a virar à direita em esquinas em que nos mandaram virar à esquerda. As aparências se tornam tão insidiosas que princesas e cavaleiros podem se esconder uns dos outros, podem se esconder até de si mesmos.Contudo, os mestres da realidade ainda nos encontram em sonhos para dizer que nunca perdemos o escudo de que precisamos contra os dragões, que uma descarga de fogo azul nos envolve agora, a fim de que possamos mudar o mundo como desejamos. A intuição sussurra a verdade: não somos poeira, somos magia!
___________ Richard Bach - "A Ponte Para o Sempre"
segunda-feira, 9 de abril de 2012
O ÚLTIMO SUSPIRO É O DA MÃO
Os doentes terminais ficam com o punho fechado, preocupados com a próxima pontada, controlando o retorno do soluço, antecipando o lugar dos tremores.
Não abrem a mão, fincam as unhas na palma, podem se machucar e rasurar as linhas do destino.
Estão concentrados em seu próprio sofrimento, atentos ao som como uma noite sem estrelas.
As enfermeiras criaram um truque para aliviar a dor: colocam entre os dedos dos pacientes uma luva com água morna dentro.
É um faz-de-conta. É como se um familiar segurasse a mão deles naquele momento de angústia.
Os doentes se tranquilizam, se acalmam, e o braço se solta para a janela.
Na despedida, dependemos somente de uma mão segurando a nossa. Tolos ou gênios. Toscos ou eruditos. Todos somente procuram o corrimão de uma amizade. O corrimão de um parente para descer os degraus da morte, suportar a penumbra e não cair desmemoriado nas lembranças.
O último suspiro é o da mão, não da boca. O poeta Goethe não disse 'Licht! Licht! (Luz! Mais Luz!) em sua derradeira exclamação. Foi um lamento prosaico, comum, destinado a sua neta Ottilie: "Me dá sua mão".
A mão de quem a gente ama é a nossa luva. Mas com sangue quente a encurtar os batimentos cardíacos espaçados pelo fim.
A mesma mão de sempre e tão nova.
A mão materna na hora de atravessar a rua. A mão paterna mexendo de orgulho nossos cabelos. A mão da caligrafia dos cadernos, com a cabeça inclinada na mesa. A mão brincando com o graveto na boca do cachorro. A mão boba no cinema. A mão para levantar o véu branco da esposa. A mão ansiosa a segurar o primeiro passo do filho.
A mão assustada de ternura. Ossuda, magra, com as veias azuis pedindo passagem. Envelhecida, absolutamente carente, que vai acenar de verdade apertando outra mão.
[Fabrício Carpinejar]
Não abrem a mão, fincam as unhas na palma, podem se machucar e rasurar as linhas do destino.
Estão concentrados em seu próprio sofrimento, atentos ao som como uma noite sem estrelas.
As enfermeiras criaram um truque para aliviar a dor: colocam entre os dedos dos pacientes uma luva com água morna dentro.
É um faz-de-conta. É como se um familiar segurasse a mão deles naquele momento de angústia.
Os doentes se tranquilizam, se acalmam, e o braço se solta para a janela.
Na despedida, dependemos somente de uma mão segurando a nossa. Tolos ou gênios. Toscos ou eruditos. Todos somente procuram o corrimão de uma amizade. O corrimão de um parente para descer os degraus da morte, suportar a penumbra e não cair desmemoriado nas lembranças.
O último suspiro é o da mão, não da boca. O poeta Goethe não disse 'Licht! Licht! (Luz! Mais Luz!) em sua derradeira exclamação. Foi um lamento prosaico, comum, destinado a sua neta Ottilie: "Me dá sua mão".
A mão de quem a gente ama é a nossa luva. Mas com sangue quente a encurtar os batimentos cardíacos espaçados pelo fim.
A mesma mão de sempre e tão nova.
A mão materna na hora de atravessar a rua. A mão paterna mexendo de orgulho nossos cabelos. A mão da caligrafia dos cadernos, com a cabeça inclinada na mesa. A mão brincando com o graveto na boca do cachorro. A mão boba no cinema. A mão para levantar o véu branco da esposa. A mão ansiosa a segurar o primeiro passo do filho.
A mão assustada de ternura. Ossuda, magra, com as veias azuis pedindo passagem. Envelhecida, absolutamente carente, que vai acenar de verdade apertando outra mão.
[Fabrício Carpinejar]
domingo, 12 de junho de 2011
Quando Formos Velhinhos..♥

Um dia, quando já formos velhinhos,
com a ternura da vida, por companhia,
hei de levar-te, no frescor da manhã,
as rosas mais bonitas para te ofertar.
Teu primeiro gesto, depois do agrado,
será um leve rubor em todo teu rosto
com as palavras a fugirem-te sem ter
querer, e, um longo beijo, então selamos.
Com toda a cortesia pede-me pra vir
para dentro de casa, e, bem juntinhos,
um doce aroma toma conta do recinto,
com cheiro de bolinhos acabados de fazer.
Com a perícia de uma cozinheira, abres
o forno, e, minha vista, perde-se entre
as guloseimas, aguçando meus sentidos,
enquanto preparo as xícaras, com o café.
Bambinelas coloridas, abertas as janelas,
em silêncio tomamos o pequeno almoço,
podendo ver ao longe, animais pastando,
no fundo tudo o que desejamos para nós.
(Jorge Humberto)
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